MAGIA SEM RELIGIÃO. COMÉQUIÉ?
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"Magia sem religião? Blasfêmia! Ou será que não?"
Sim, a gente sabe. Você ouviu a palavra "magia" e automaticamente pensou em velas, satanismo, umbanda/quimbanda/candombé, bruxaria, túnicas esvoaçantes e um monte de gente falando em línguas antigas. Ou então, achou que magia sem religião é tipo churrasco sem carne: não faz sentido!
Mas e se eu te disser que faz? Que magia não precisa de fé, de santos, de orixás ou de rezas pra funcionar? Que dá pra fazer magia sem chamar entidade nenhuma e sem precisar acreditar em nada além de você mesme? Pois é, dá. E é exatamente isso que a gente faz no Nosso Templo.
Magia sempre foi religião? Não. E podemos provar.
O que hoje chamam de "magia" já teve vários nomes ao longo da história. No começo, chamavam de teurgia – a prática de usar rituais para se conectar com os deuses. Mas, convenhamos, naquela época, se você fazia alguma coisa que funcionava e ninguém entendia o porquê, era mais fácil falar que era "coisa dos deuses" do que tentar explicar com ciência. Não se tinha conhecimento o suficiente pra explicar muitas coisas, a ponto de médicos indicarem exorcismo pra tratar gripe, por exemplo.
Só que o tempo passou, e conforme o conhecimento humano avançava, a magia foi sendo vista de forma mais técnica pelos catedráticos. Foi aí que surgiu a psicurgia – a ideia de que os rituais mágickos são, na verdade, ferramentas mentais e psicológicas. Não precisam de entidade, só de quem está operando a técnica. E se liga: os grandes nomes da magia não eram religiosos, eram cientistas, médicos, matemáticos, filósofos. O mago medieval era, basicamente, um pesquisador raiz. E na verdade, a psicurgia sempre existiu. O problema é que não se tinha conhecimento o suficiente pra tirar o "poder" das divindades e dar, com propriedade, ao magista.
Os magos da história não eram sacerdotes. Eram acadêmicos.
Ainda que muitos começassem seus estudos se embasando na própria igreja católica, que sempre foi uma potnência, a maioria, ao acessar uma determinada quantidade de conhecimento, entendia o descolamento de magia e religião, e seguiam seus estudos (muitas vezes, culminando em finais não muito felizes, inclusive...)
Olha só:
📜 Paracelso (1493–1541) – Médico e alquimista que revolucionou a medicina e criou a base da química moderna. Magia? Para ele, era a manipulação das forças naturais e da mente humana.
📜 Giordano Bruno (1548–1600) – Matemático, filósofo e astrônomo. Estudava memória, simbolismo e expansão da consciência. Foi queimado pela Igreja porque suas ideias mágickas dispensavam a intermediação divina.
📜 John Dee (1527–1609) – Matemático, astrólogo e conselheiro da Rainha Elizabeth I. Criou métodos de comunicação com o inconsciente usando linguagem simbólica. Hoje chamam de "magia enochiana", mas, na época, era basicamente neurociência sem esse nome.
📜 Cornelius Agrippa (1486–1535) – Escreveu Filosofia Oculta, um dos livros mais importantes sobre magia. Começou atrelado à igreja, terminou ateu, dizendo que a magia era uma ciência do humano, não do divino.
📜 Eliphas Lévi (1810–1875) – O cara que deu um nome chique ao que sempre foi real: magia é a arte da vontade. Popularizou símbolos como o Baphomet e o conceito do "Grande Arcano", mas não atrelava nada disso à religião.
📜 Aleister Crowley (1875–1947) – Criador da Thelema e um dos pais da magia do caos. Defendia que magia (com CK!) é fazer a vontade acontecer, sem precisar de fé ou crença divina.
E essa é só a ponta do iceberg. O ponto é: os grandes magistas da história não eram religiosos. Eram pensadores, cientistas, engenheiros da mente humana. Conforme o conhecimento foi avançando, os magistas foram se distanciando da religião porque perceberam que a magia funcionava por conta própria – sem precisar da benção de nenhum deus.
Então, por que as pessoas ainda acham que magia precisa de religião?
Porque a maior parte do conhecimento mágicko foi absorvida por religiões ao longo da história. A Igreja pegou a alquimia e a astrologia e deu uma roupagem cristã. A magia renascentista foi sufocada pela Inquisição. O espiritismo ressignificou conceitos mágickos dentro da comunicação com espíritos. A Umbanda e o Candomblé incorporaram técnicas mágickas às suas tradições.
Isso quer dizer que magia e religião são a mesma coisa? Não. Quer dizer que religião se apropriou da magia, mas a magia nunca precisou da religião.
O que a gente faz no Nosso Templo, então?
Aqui, a gente segue a linha dos magistas que estudavam magia de verdade, não a religiao. Por isso a SUA RELIGIÃO, aqui, é indiferente pra gente. Nada de rezas, dogmas ou crenças impostas. A gente trabalha com ferramentas, não com devoção. O que importa é o que funciona, e não no que você escolheu seguir.
Ou seja: você pode ser cristão e estudar magia. Pode ser ateu e estudar magia. Pode ser umbandista e estudar magia. Estamos aqui pra adquirir e compartilhar conhecimento com você. Esse é o propósito do nosso colegiado mágicko, o Nosso Templo.
Se ficou curioso, cola aqui pra ver na prática. Mas cuidado: depois que você entende como as coisas realmente funcionam, não tem mais como desver. 😉
Nosso Templo.
Se você sente que não pertence a lugar nenhum, talvez seu lugar seja aqui.
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